Alemanha - Feira de Natal no Castelo











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Reação 3 - Treino para o convívio

Haja história para contar até o bebê nascer. Já falei das inúmeras reações e atitudes do Felipe e Thomas desde que fiquei grávida.

Agora que minha barriga está aparecendo e começando a ter um certo destaque no meu corpo, Felipe e Thomas ficam só olhando enquanto me troco ou mesmo quando estou sentada. Acho que a lombada está fazendo a diferença.

Felipe muitas vezes passa a mão, já o Thomas entendendo pouco a situação quer sentar e principalmente quer que o pegue no colo. Um exercício diário para mim. Atualmente tenho colocado ele sentado no meu colo, mas é inevitável as situações nas quais tenha que pegá-lo quando estou em pé.

Outro dia conversando com uma das professoras do Thomas a mesma contou o quanto ele gosta de ficar perto dos bebês, gosta de fazer carinho, dar mamadeira para eles. Além das situações de brincadeira com bonecas. Pega a boneca e leva de um lado para o outro. Muita coincidência, não?

A última e mais divertida da semana foi o Thomas se deparar com um urso todo molengo no quarto e pedir para eu pegá-lo. Logo que entreguei começou a abraçar o urso,  jogá-lo de um lado para o outro, deitar em cima dele e chamá-lo de bebê. Uma cena que me levou a pensar: Será que tem alguma relação? Apenas uma preferência? Conseguem imaginar a cena? Vejam a sequência de fotos.


Mas logo foi dormir e Felipe pediu para ficar com o urso. Nesse momento, só nós dois na sala, abraçado com o urso, olhou para mim e disse: “- Mami, esse é meu Brüder (irmão) Christian!” Depois continuou a brincar e chamá-lo de bebê Christian. O mais engraçado de toda a situação é que ele não tem nenhum colega da escola que tenha esse nome. Será uma escolha e dica para a família?

Por um instante chamou muito minha atenção. Dizem que criança é super sensitiva. Será que estava pressentindo algo? De que realmente terá um irmão?

Bom... janeiro está chegando e logo teremos a confirmação. Enquanto isso, eles brincam que já tem um bebê em casa. Mal posso esperar para ver quando realmente acontecer isso. Com certeza serão diversas as reações.

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"- Mamãe, hoje é dia da professora de brincar?"

Faz exatamente um mês que Felipe tem freqüentado uma clínica de fonoudiólogas. Vocês fazem ideia qual seja o motivo? Imaginam que ele tenha alguma questão em relação a fala. Óbvio, não é mesmo? Na verdade, tudo isso não é tão simples para mim.

Já contei em muitos posts (aqui, lá, ali) sobre o percurso do Felipe em relação a apropriação e fala nas duas línguas (português / alemão). 

Uma breve retrospectiva é que Felipe começou a falar bem mais tarde do que era esperado para a idade. Por volta de quase 2 anos começou com as frases curtas, logo quando mudamos para cá. Aos poucos, foi desenvolvendo a fala. Entrou no berçário, atualmente está no Kindergarten (Jardim da Infância) e cada dia apresenta um repertório maior de vocabulário nas duas línguas.

A príncipio, por um determinado período, Felipe optou apenas em falar alemão. Conversava com ele em português e ele respondia tudo em alemão. Já imaginaram uma criança começando a falar e justamente nessa língua. Uma diversão, não? Pois é, nem tanto para mim que não tenho todo conhecimento sobre a língua, que vivo estudando para ampliar mais meu vocabulário. Ainda bem que na maioria das situações tinha o meu marido por perto para me ajudar. Caso contrário, geralmente Felipe ficava bravo comigo. Afinal, como que pode não entender o que está dizendo.

Foi durante uma das consultas na pediatra, durante a realização de um dos Untersuchung – “U”, que são os exames periódicos que constam no caderno da criança a fim de avaliar o desenvolvimento, que a pediatra indicou que Felipe passasse por um especialista para fazer um avaliação mais minuciosa. Então, marcamos uma consulta num Otorrinolaringologista. A avaliação foi ótima. Tudo em ordem.

Após um certo período voltamos na pediatra e a mesma percebeu que Felipe apresentava dificuldade para pronunciar alguns sons (r, sch, kn). Então, indicou que fizesse uma avaliação numa Logopädie / Fono. Fomos e por lá ficamos... 

O mais surpreendente é que logo nos dois primeiros encontros a mesma avaliou que Felipe não apresenta dificuldade alguma, apenas está no processo de conhecimento e aprendizado da língua. Conhecendo cada dia uma nova palavra, ampliando o vocabulário. Chamou muito a atenção da Fono o fato de o terem encaminhado, mas achou que seria válido Felipe participar de alguns encontros (em torno de 10) e realizar algumas atividades.

A professora da escola também ficou surpresa quando contamos que Felipe havia começado a fazer Fono. Falou sobre o quanto está comunicando-se bem. Que vê um desenvolvimento processual. Avanços a cada dia.

De qualquer forma, lá estamos nós uma vez por semana. Thomas e eu na sala de espera (brinquedos) e Felipe realizando suas atividades. Para ele está sendo uma diversão. Um momento no qual brinca com a Fono, conversa e realiza algumas atividades mais específicas. Realmente faz questão de ir para lá.

Nós já temos questões em relação a avaliação que foi realizada pela pediatra. Talvez uma forma de precaução. Agora, considerando a apropriação das duas línguas: Será que a pronúncia não acaba sendo clara? Talvez uma influência a outra? Tem também toda a história do sotaque, que se sobressai quando fala português. Difícil entender!

Agora, convenhamos que falar alemão não é tão fácil assim. Então, Felipe está se saindo muito bem. Acredito que leve um tempo para pronunciar corretamente as palavras. Além do mais, são raras as palavras em português, no qual há a presença de três ou mais consoantes juntas e que sejam necessárias pronunciá-las em conjunto. 

Talvez seja uma dúvida por parte dos profissionais: Se tem ou não uma dificuldade. Algo que precisa trabalhar com mais intensidade. Vai saber... O que sei é que não está claro qual é a questão específica.

Vale continuar a Fono? Penso que sim, pois há mais ganhos do que perdas. Não!? Talvez apresente uma melhor dicção. Apesar que nós e muitos familiares, professores avaliam que está falando muito bem as duas línguas.

Atividades realizadas: 1) Falar o nome de algumas figuras de acordo com algumas letras e sons.
2) Recortar e colar somente as palavras que apresentam determinado som.
3) Lembrar de alguns sons através de figuras e formatos da boca.
Felipe tem se divertido. As atividades tem um caráter mais lúdico. Mesmo assim, ficam as minhas dúvidas em relação a real necessidade desses encontros.
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Dormir juntos! E agora?


Assim como todos sabem estou grávida e logo, logo teremos mais um bebê em casa. Até agora não fizemos nada, nada. Estou quase de 6 meses e nem comecei a pensar no enxoval e no quarto do bebê.

Mas também com as festas de final de ano, melhor mesmo esperar passar para olhar para tudo isso. Além do mais, é o terceiro filho. Bem que dizem que o terceiro fica com o enxoval feito para o primeiro, segundo filho e tudo acaba sendo mais simples. Na verdade, é a realidade! A mãe não se desespera tanto como na gravidez do primeiro.

Lógico que aproveitarei um tanto de coisas que já tenho, ainda mais se for do mesmo sexo. Mas também quero dar uma atenção especial e fazer uns mimos, assim como fiz no quarto e enxoval do Felipe e Thomas. Afinal, mais um bebê. Considerando nossos planos, será o terceiro e último. Pois atualmente já me preocupo tendo três filhos vivendo na Alemanha, já imaginaram quatro, cinco. Não dá! Mas voltando, ele também merece tanto quanto os irmãos! 

Então, comecei a pensar e listar algumas tarefas que tenho para o mês de janeiro, fevereiro e março. Isso mesmo! Para o próximo ano, já que passa tudo tão rápido. Nem acredito que daqui a pouco já estarei no último trimestre da gestação. 

Uma mudança que teremos que fazer será em relação ao quarto. Sendo assim, esse assunto que gostaria de conversar com você, ouvir sua opinião, sua experiência e seus palpites. Posso contar com sua ajudinha, mesmo a distância?

Atualmente Felipe e Thomas dormem separados, cada um no seu quarto. Mesmo porque Thomas era um bebezinho e as demandas e horários eram bem diferentes do Felipe. Já pensávamos em colocá-los para dormirem juntos, mas agora teremos que fazer isso de qualquer jeito tendo o próximo bebê. 

Acredito que seja importante fazer essa passagem um tempo antes do bebê nascer. Primeiro para que o Thomas se adapte bem no outro quarto, ao lado do irmão. Para que sinta-se bem e para que não dê a impressão que mudamos por conta do bebê. Sei lá mas pode ficar mais inciumado com a situação. Segundo porque preciso arrumar o quarto para receber o terceiro. Não é mesmo?

Com isso tenho muitas questões em relação ao como será a parceria dos irmãos no mesmo quarto. Sendo pequenos, parece que tudo é mais fácil. Hoje em dia, passam a maior parte do tempo juntos brincando no quarto. Agora, o que você pensa sobre isso? Tem filhos que dormem no mesmo quarto? Sabemos que há aspectos positivos e negativos, mas a princípio, enquanto a diferença de idade é mínima, parece uma boa escolha. Não?!

O quarto é razoavelmente grande, tem uma cama, um armário grande, uma mesa com duas cadeiras para as atividades de Artes e vários módulos com livros e brinquedos. Mas é fato que teremos que mudar algumas coisas e incluir mais uma cama.

Agora, a maior dúvida? Outro cama? Onde? Qual tipo?

Sabemos que tem cama, bicama e beliche. Mas o que será melhor em termos de espaço? Qual será melhor pensando numa criança de 1 ano e 9 meses e outra de 4 anos e meio? Meu marido acha que devemos colocar um beliche com uma pequena grade na cama de cima. Acha que assim ganharemos espaço. Sei que o espaço é bem vindo para ajeitar todos os brinquedos, livros e para eles brincarem. Mas o que mais me preocupa é a altura do beliche. Será que o Felipe conseguirá dormir no alto? Também já ouvi falar que tem beliches que não são tão altos assim... Será?!

Eu sou da opinião de colocar uma bicama, duas camas ou dois colchões no chão, mesmo que para isso não sobre tanto espaço assim. E agora, será que você consegue me ajudar? O que pensa a respeito disso tudo? Tem uma experiência para me contar? Ou ao menos em que você vota?

Quem sabe trocando ideias com vocês consigo me convencer de que será bom os dois irmãos dormirem juntos e também escolher a cama mais adequada, talvez até um beliche...
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Advento

Agora que moramos na Alemanha seguimos a tradição de fazermos o Advento. O advento nada mais é do que a preparação para o Natal, mais especificamente, para a comemoração do nascimento de Jesus.

Não somos religiosos de freqüentar a igreja, mas acreditamos que esse costume, assim como muitas pessoas fazem, traz um bem enorme para a família. É um momento de celebração, preparação para o Natal. Uma forma das crianças saberem quanto falta para chegar a data tão especial. Além disso, um tempo reservado para muitas famílias conversarem sobre o que realmente simboliza e marca essa data. Para outras, como nós, momento de diversão, no qual preparamos uma mesa com comes e bebes, ouvimos e cantamos músicas natalinas. Um espaço para todos da família ficarem juntinhos, curtindo o mesmo tema.

Esse é o segundo ano que fazemos e cada ano tem sido melhor. Um momento de preparo, carinho, aconchego e muita alegria. Nesses últimos domingos convidamos pessoas próximas e que gostamos bastante para participarem conosco. Algo simples, mas que permeia muito amor!

Para a realização do mesmo faz-se necessário uma coroa que é feita com ramos verdes, geralmente envolvida por uma fita vermelha, no qual são colocadas 4 velas. Essa coroa do advento simboliza e comunica que na casa, escritório ou qualquer espaço em que ela esteja vivem pessoas que se preparam com alegria para celebrar a vinda de Deus ao mundo, o Natal.

O Advento não tem uma data fixa, começa quatro domingos antes do dia do Natal.

No primeiro domingo do advento acende-se uma vela, no segundo duas e assim por diante. Faz-se uma pequena cerimônia familiar em cada domingo, ou então, todos os dias do advento, acendendo a(s) vela(s) correspondente(s) àquela semana. E como hábito de muitas famílias alemãs preparam-se bolachas típicas para essas datas.

Nós, por exemplo, fizemos um tipo de bolacha para cada domingo do Advento envolvendo as crianças. Algo preparado para os domingos de Advento e, também para o Natal. Para as crianças é um momento mágico e delicioso, já que comem bolachinhas nesses domingos, escutam música, cantam...



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