Ser mãe de três ao mesmo tempo que é uma das coisas mais deliciosas do mundo tem também grandes desafios. Você que é mãe imagino que deva saber disso! O quanto ter um, dois, três ou mais filhos faz com que mudemos nosso jeito de ser, nossos pensamentos e ações. Após filhos sempre estamos pensando e vivendo para eles.
Com os três confesso que não paro um minuto, que o tempo todo estou por conta de um, ao mesmo tempo de outro e, logo em seguida, do terceiro (independente da ordem de nascimento). Agora, sempre fico pensando como a natureza é sábia quando vejo que temos duas mãos e não três, quatro. Realmente me deparo fazendo na maioria das vezes duas coisas, atendendo a demanda de dois filhos. Como é difícil atender exclusivamente um filho. Quando se tem mais de um é fato que a mãe precisa se dividir, driblar, dançar, correr para conseguir dar atenção e cuidar de cada um da maneira como precisam, desejam, de acordo com a demanda da faixa etária.
É natural que tenha um filho que precise esperar a vez, aprender rapidamente a dividir o colo e as mãos da mamãe. Fácil? Nem um pouco para o filho e para a mãe. Sofro! Tem dias que sofro muito em querer fazer mais e mais. No entanto, foi a escolha que fizemos, quisemos ter três filhos, por isso, o desafio é nosso, só meu e do marido, ainda mais que moramos longe dos familiares e me deparo muitas vezes, na maioria sozinha, sozinha para cuidar deles.
Mas se por um lado tem muito amor, dedicação exclusiva, tem muita preocupação; por outro há bastante aprendizado.
Aprendi a lidar com as tarefas do dia a dia de uma maneira mais simples, aprendi a confiar e acreditar no que meus filhos são capazes de fazer com pouca ajuda, o que dão conta de fazerem sozinhos. Hoje há uma grande cumplicidade entre os irmãos, somos unidos e há na maioria das vezes, colaboração de ambos os lados.
Para realizar as inúmeras tarefas preciso ser dinâmica, consciente e rápida. No entanto, nem sempre consigo olhar os três ao mesmo tempo. Por isso, confio, faço combinados e conto com a ajuda dos anjinhos da guarda.
O choro, por exemplo, faz parte. Uma mistura de sentimentos estão atrelados ao dia a dia, uma mudança constante de humor entre eles também. No entanto, passei a olhar tudo isso de maneira mais tranqüila, vivendo intensamente ao lado deles, porém sem me descabelar o tempo todo.
Mas imprevistos e acidentes acontecem. Sem dúvida, há momentos difíceis, no qual me deparo pensando: “- Como é trabalhoso, difícil ter três filhos, com uma diferença de idade tão pequena!” Logo, vem mais e mais preocupações.
Por exemplo, outro dia, no qual estavam no momento do banho. Geralmente dou banho no Lucas e, em seguida, no Felipe e Thomas. Nesse dia, dei banho no Lucas, coloquei o Felipe na banheira para começar a se molhar com o chuveiro e o Thomas estava ora comigo, no quarto do Lucas, ora olhando o Felipe no banheiro.
Colocaria a roupa no Lucas para em seguida dar banho nos dois juntos (Felipe e Thomas). No entanto, sempre coloco o Thomas na banheira quando estou junto. Nesse dia, Thomas resolveu brincar, se esconder atrás da porta do banheiro e, o que aconteceu? Prendeu o dedo na porta e começou a chorar. Nessa hora pensei que estava bravo por não conseguir fazer algo desejado, quando Felipe rapidamente contou para mim. Com isso, coloquei o Lucas do jeito que estava no berço (pensando que não poderia de jeito nenhum deixá-lo sozinho no trocador), corri para socorrer o Thomas e pedi para o Felipe esperar um pouco na banheira.
Sozinha para dar conta de três demandas diferentes no mesmo momento. Difícil demais! Nesse dia agradeci os anjinhos da guarda e pensei que há momentos que realmente estou em situações difíceis, tendo que priorizar o que é mais importante, atender por ordem, por necessidade e tudo mais.
Filhos pequenos! Apenas duas mãos, tem hora que não sei o que é melhor fazer: socorrer ou gritar? rs rs rs
Sol em gotas
Há 6 meses























