Felipe e Thomas estão cada dia mais “alemães”, já que conversam entre si, durante as brincadeiras, no dia a dia mais em alemão do que em português. O que futuramente acredito que deva ser uma preocupação para nós.
Também é de se imaginar, pois o maior contato que tem é com essa língua, já que estão totalmente inseridos nessa cultura, freqüentam Kindergarten e Kinderkrippe (Jardim da Infância) todos os dias.
Com quem falam português? Exclusivamente comigo e com as pessoas do Brasil, avós, padrinhos, tios, tias de vez em quando via skype. Além disso, o contato que tem são através de DVDs, livros de história e CDs de música.
Queremos que saibam português. Que falem corretamente, escrevam e leiam. Considerando que são crianças bilíngues pretendo fazer um trabalho de alfabetização após o conhecimento do alemão nas séries iniciais na escola. O que dizem também é que faz-se necessário um contato com certa freqüência no Brasil, viajando de tempos em tempos ou até mesmo fazendo um intercâmbio permanecendo na casa de familiares.
O que sei é que hoje em dia conversam em alemão mostrando dominarem a língua, o que de certa forma criança faz muito bem. Impressionante como tudo é mais fácil para elas! Por isso, estudos comprovam e mães de crianças bílingues também o quanto é importante que tenham contato com o idioma desde pequenos, bem pequenos, desde quando estão na barriga. Marido, por exemplo, sempre falou com eles em alemão.
Felipe com quase 6 anos de idade está falando muito bonitinho formando frases corretamente. Apresenta um vocabulário próprio para a idade, tanto que me questiona em relação a compreensão de tal palavra, substantivo: “- Mamãe, você sabe o que é uma Kirche (igreja)?” Dou risada, pois tudo bem que não falo perfeitamente, que tenho um vocabulário não muito amplo, mas o básico dou conta. Quero só ver daqui pra frente! Já pensaram quando entrar na escola? Tenho mesmo que correr para aprender e avançar ainda mais nos meus conhecimentos.
Quanto a pronúncia das palavras também está cada dia melhor. O trabalho que realiza com a Logopädie (assim como já contei anteriormente) tem surtido muito efeito. Por exemplo, palavras com R, com um som que precisa sair da garganta, tem feito maravilhosamente bem e o mais engraçado é que tem transferido isso para falar palavras com R em português.
Thomas começou a pouco tempo a formar frases. Também está numa fase gostosa de acompanhar, já que começa muitas vezes uma frase em alemão e inclui palavras em português. Com o vocabulário mais restrito faz uso de ambas as línguas para comunicar-se.
Divertido, mas juro que muitas vezes me vejo igual a ele. Falo, falo em alemão e de repente paro, falo uma palavra em português e continuo dizendo em alemão que não sei falar a palavra, que não conheço como é...
De qualquer forma, apesar das minhas dificuldades não perco as esperanças e tenho me dedicado ainda mais.
Para as crianças o processo e a aquisição dos conhecimentos são mais tranqüilos. Agora, e o português? Sabem que já pensamos que futuramente talvez um caminho seja nós dois, pai e mãe, falarmos somente português com eles. Será o melhor?
Uma questão para pensarmos...
*Prometo fazer um vídeo do Felipe e Thomas conversando em alemão. Aposto que gostarão de ver...
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