Ganhei o dia!

Então que após um dia cansativo demais, cheio de trabalho, brigas entre os filhos, choro do Lucas, TPM finalizo recebendo um presente, uma fala pra lá de especial. Nessas horas não tem como não agradecer tudo que tenho, sorrir e deixar pra lá tudo que passei durante o dia.

Estávamos no quarto, Felipe, Thomas e eu, naquele santo horário que os meninos costumam dormir. Naquela rotina básica de ler uma história, rezar, conversar sobre o que aconteceu que deixaram eles felizes, tristes no dia. Dando um beijo de boa noite, um abraço apertado e desejos de que os anjinhos bonzinhos fiquem ao lado deles para dormirem bem, pois anjinhos milagrosos, sempre estão nas minhas falas diárias, em meus pedidos, para que durmam, durmam bem a noite e deixem essa mãe zumbi também descansar (já que o bebê Lucas ainda acorda pelo menos uma vez de madrugada para mamar, tirando as outras com dor de barriga).

Estava explicando o quanto amo e fico cansada de tê-los a noite inteira grudados ao meu lado, pedindo, suplicando para que durmam bem, cada qual na sua cama, para não pularem de cama em cama de madrugada, acordando, chorando, querendo ora mamãe, ora papai; quando de repente escuto Felipe dizer:

"- Mamãe, só hoje né! Hoje vou deixar você descansar!"

"- Amanhã já posso ir para sua cama?"

Nessa hora perguntei:

"- Mas filho porque quer tanto dormir comigo? Sua cama é tão boa, tem uma coberta tão quentinha".

E rapidamente respondeu:

"- Ahhhh mamãe porque gosto de dormir pertinho, gosto de no meio da noite abraçar você. Você é tão gostosa!"

Lógico que nesse momento Thomas que estava só prestando atenção na conversa falou:

" E eu.... também quero!"

Tem como negar e fazer voltarem para a própria cama de madrugada? Difícil, difícil! No dia seguinte, lá estou com dor e com o corpo moído. Por isso, falo que não dá, que durmo mal, que precisamos intercalar, mas que tem dia que deixo, não só por essa fala fofura do Felipe, mas porque sei que vai passar, que daqui a pouco estarão mesmo é querendo dormir fora de casa. Ahhhh melhor mesmo nem pensar nisso!


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Após o reencontro, um novo olhar, um novo ano


Terminou o ano e, ao mesmo tempo, encerro a série de posts sobre o meu reencontro com o Brasil. Foi um tempo pra lá de especial, cheio de surpresas e muita alegria. Para quem acompanhou sabe o quanto fiquei ansiosa e aproveitei intensamente o tempo com os familiares e amigos.

Tamanho foi minha felicidade e possibilidade de rever alguns sentimentos, olhar de maneira diferente para minha vida, para tudo que estava ao meu redor. 

Inacreditável que apesar de ser brasileira, em muitos momentos me vi completamente como uma turista buscando informações sobre passeios, pensando em tudo que era diferente comparando a maneira que vivo aqui na Alemanha. 

Fiquei emocionada e me senti confortável cercada de pessoas falando a mesma língua, porém vi tantas coisas na cidade de São Paulo que me levaram a questionar se conseguiria viver novamente numa cidade grande, no qual as pessoas saem de casa preocupadas com a segurança, ficam o tempo todo parada no farol olhando para os arredores, no trânsito interminável. Tive medo! Muito medo de sair de casa com meus filhos a noite e cada notícia, jornal que assistia diariamente me impulsionam a querer voltar, voltar para a Alemanha, mas com uma preocupação, a de deixar minha família. 

Independente de todos esses aspectos, do quanto mudou e, particularmente para pior, é minha cidade, onde nasci e morei até pouco tempo atrás. Ótimas recordações, pessoas tão especiais que tornam São Paulo também encantador.

Mas mudei e agora vivo em outro lugar. Na verdade, confesso que até então morava na Alemanha, pensando muito como seria viver no Brasil. Com a viagem, além do belo reencontro, também tive um novo olhar para a minha vida e, em especial, para nós cinco, já que hoje as minhas decisões são a partir do que considero o melhor para todos nós.

Por um instante pensei que largaria tudo para querer voltar ao Brasil, depois notei o tão injusta estava sendo com a oportunidade que tive. Fiz uma retrospectiva do quanto minha vida é tranqüila, como vivo com segurança, o quanto temos a oportunidade de fazer as coisas intensamente, com alegria, satisfação e sem grandes preocupações. Por toda a estrutura que o país oferece tenho a impressão que dá para viver bem e melhor. Há inúmeros pontos de vista, mas juro que senti falta do ritmo de tudo por aqui. Enquanto conversava também com muitas pessoas, aquelas que tem curiosidade e interesse para saber como vivo longe do meu país de origem, como é minha rotina, desde a hora que acordo, possibilitaram que repensasse e avaliasse que não é ruim, que minha vida é boa. Lógico que há muito trabalho com a casa, com os três filhos, que há momentos de tristeza pela saudade, mas tem uma estrutura favorável para minha família. 

Tenho que agradecer. Mas também como é da natureza de todo ser humano, almejar mais, não se contentar com pouco, reclamar, querer, também sinto falta.

E o que falta? Falta eu aceitar melhor os alemães, parar de ter aversão pela cultura, tentar compreender o que está a minha volta, aberta e disponível a melhorar meu status como alguém que vive agora na Alemanha. Daqui pra frente quero vencer, ultrapassar os milhões de obstáculos que ainda tenho pela frente. Por isso, preciso e tenho como meta aceitar minha condição atual! Aceitar que tudo mudou e que pode ser melhor ainda...

Voltei repleta de energia positiva! Com sentimentos bons, de superação, no qual tenho certeza que terei grandes conquistas em 2013. Agradeço a todos que contribuiram ao amadurecimento e crescimento que tive a partir desses anos morando fora. A viagem para o Brasil foi muito importante para olhar para o futuro, para olhar para mim. 

Início o ano desejando que todos meus familiares, amigos próximos e virtuais, façam muitas pérolas em suas vidas, que brilhem e sejam felizes! 

Que venha mais um ano pela frente!

* Vale compartilhar e lembrar que esse post é um reforço de como devo pensar daqui pra frente, um chá de ânimo para meus dias nos quais o cansaço e a saudade tomam conta. Quero abraçar a energia positiva e de que as palavras ajudam, têm o poder de transformar...
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Dialogando sobre amizades

Eu e a Cintia (da Suécia) nos tornamos amigas - por enquanto virtuais - através dos nossos blogs. Pelas conversas, percebemos algumas semelhanças quanto ao nosso olhar sobre amizades. Fatalmente a mudança de país desencadeou uma série de reflexões sobre nós mesmas e sobre as pessoas com as quais nos relacionamos. Para transferir a espontaneidade do nosso bate-papo cotidiano, dialogaremos em parágrafos - azuis os meus e verdes da Cíntia. Assim, tentaremos compartilhar nosso ponto de vista sobre amizades, que neste post, é feito a quatro mãos. Vamos lá?

De certa forma este post está relacionado à recente viagem que fiz para o Brasil e revela um tanto da maneira como penso ultimamente. A idéia de escrever sobre esse assunto surgiu de alguns pontos que passei a analisar. Um deles se refere ao fato de que pude realmente compreender sobre o que disse minha querida amiga Jasmin: talvez eu não conseguiria fazer tudo, encontrar todas as pessoas quando eu fosse ao Brasil. Lembrei do dia que ela falou o quanto seria corrido, que o tempo passaria rápido demais e que era realmente o caso de optar por alguns encontros e de priorizar a família. Antes de mudarmos de país estávamos cercadas de amigas, tínhamos as que conviviam diariamente e tornaram-se amigas por conta do trabalho, as de tempos atrás, da época de colégio, as que tornaram-se amigas por conta do convívio na academia, faculdade e, em outros lugares. Por circunstâncias da vida encontrávamos com elas de vez em quando, mas falávamos sempre que possível. Então, que mudamos de país e muitas pessoas que mostravam-se próximas, amigas, sumiram de repente. Por quê? Por conta da distância, de não convivermos mais com freqüência?

Eu não tenho uma opinião muito formada acerca dessa constatação, mas tenho duas hipóteses: 1- Amigo é amigo em qualquer circunstância. Se sumiu, não era amigo! 2- Uma vez eu li num livro uma frase que dizia que alguns amigos eram cometas e outros eram estrelas. Que os cometas são intensos, mas passam muito rápido. Já as estrelas são permanentes e simplesmente brilham!

Entendo perfeitamente e acredito que as pessoas tendem a se aproximar por interesse, por comodismo, por gostarem da outra, mas em fases que se encontram e, se pensarmos bem, cada hora estamos numa fase, em um momento da vida. Natural nos afastarmos de muitas amigas, afinal o contexto, a cultura, o fuso horário e tudo que envolve morar em outro país marcou e se fez muito presente em nosso dia a dia. Além disso, o fato de termos outro ritmo de vida, no qual somos responsáveis por toda a demanda da casa, por termos filhos (independente de ser um ou três), organizamos o que fazer, elencamos prioridades e passamos a perder tempo com as amigas verdadeiras, com as pessoas que valem realmente a pena, não porque há interesse, querem saber como anda a nossa vida, mas por aproximação, vínculo, carinho e dedicação. Mudamos nosso jeito de ser! Morar em outro país, conseqüentemente favorece olhar para si mesmo, para a própria vida, trazendo tombos, conquistas, sentimentos até então adormecidos, favorecendo aprendizados, mesmo que muitas vezes não sejam de imediato tão perceptíveis.

Particularmente, eu nunca fui uma pessoa popular. Faço mais o gênero de "poucos amigos". Mas uma mudança notável na minha forma de fazer amigos tem relação ao fato de morar na Suécia. O sueco corresponde em sua maioria, num ser sincero, direto, muito franco. Já o brasileiro, como bem sabemos, é aquele tipo "legalzão". Quer agradar a todos, quer ser aceito, quer fazer bonito. Eu penso logo no "Baby", aquele personagem do desenho "A família dinossauro" que repetia sem cansar: Você tem que me amar! Você tem que me amar!!!! Parece que nós, brasileiros, andamos por aí querendo que as pessoas nos amem a qualquer preço e por isso, nos dobramos para agradar a todos. Fui educada para ser assim, mas nunca gostei disso. Hoje em dia, venho me respeitando mais. Eu me permito não gostar de certas pessoas e de não estreitar os laços com elas, assim como respeito àquelas que se afastam por falta de afinidade comigo.

Também fui educada dessa maneira Cíntia. Mas sabe o que acredito? Que mudamos! Que a mudança de país, com o dia a dia, os inúmeros desafios diários para viver bem fora do nosso país de origem fez com que olhássemos para a amizade de maneira diferente. Além disso, também passamos a viver muito mais para nossa família. Hoje temos filhos e as prioridades acabam sendo outras mesmo. Tem que valer muito a pena! Tem que ter uma "liga", uma "relaçao" boa, que corresponda 99% nossas expectativas. 

Nesse caso, tratamos de um tema comum na vida dos terráqueos: tempo. Ou melhor, a falta dele. Todo mundo tem 24 horas por dia, e a diferença que notamos nas relações é como distribuímos o nosso tempo livre com os amigos. Mas quais amigos? As novas amizades do facebook? Aquela amiga de infância que o papo não bate como antes? Seriam ideais as amizades feitas pela internet, onde a gente dá atenção só quando quer? O tempo é escasso, especialmente quando se tem filhos. Urge levantarmos critérios sobre aquilo que é importante em nossas vidas. Aquelas amizades fortuitas naturalmente sumirão... Afinal, cada minuto gasto com uma pessoa que não vale a pena significa um minuto a menos com aquele amigo que merece nossa atenção.

Tempo livre? Onde? A verdade é que deixamos de fazer algo para darmos atenção ao amigo. Sendo assim, por isso mesmo que devemos rever nossos critérios para que o amigo verdadeiro, aquele que merece nossa atenção, seja correspondido.

Sabe que aprendi um tanto desde que vim para cá e a viagem para o Brasil também ajudou a lembrar de alguns acontecimentos importantes do passado, no qual tinha amizade com algumas pessoas que sempre demonstraram enorme carinho, mas que não eram tão amigos assim, faltava algo ou sentiam-se tão, mas tão amigas que se intrometiam além da conta na minha vida. Qual será o limite? Difícil para muitas pessoas.


Quanto a amizade virtual, através do facebook e do blog. Acho que tem um limite também, mas que conseguimos fazer amizades e extrapolar a simples telinha. Não acha?

Uma vez alguém disse que amizade surge sempre por dois fatores: "interesse ou prazer". Achei tão ilógico quando escutei, mas passei a ver sentido nessa afirmação. As pessoas se procuram por interesse, e muitas amizades são construídas por base única no interesse. Sabe assim: "Aquela fulana é um pé no saco, mas sabe como é, ela mora em NY e um dia eu posso precisar dela. Não vou descartá-la!" Fala sério hein Fiona. Que miséria de ser humano estamos nos transformando??? E outras amizades são as ideais (e raras), que refletem o prazer em estar junto. Quando olho para minha própria rede social, vejo hoje muito mais naturalidade que antes. Algo que deixei de fazer, foi pisar em ovos. Sabe quando você tem vontade de dizer o que pensa e não diz "prá não magoar porque o fulano não vai gostar". Essa amizade nunca será verdadeira, porque o fulano é amigo de um personagem que a gente criou para ele gostar, e não de nós mesmos. É uma armadilha que a gente cria prá si mesmo ao tentar ser "o legalzão" o tempo todo. Estamos a cada dia mais distantes de nossa essência. Sobre as amizades virtuais, acredito demais nelas. Já encontrei pessoas incríveis por aqui, mas o critério é o mesmo para as amizades reais - tem que ter afinidade, uma química e principalmente, espontaneidade.

Interesse! O que realmente interessa é mostrar o maior número de amigos, por exemplo, no facebook. Nessa rede social, há quem vê milhões de amigos, todo mundo é meu amigo! Quem considera milhões de conhecidos, já vi e conversei uma vez, então aceitei e, tem aqueles que consideram esse espaço realmente de troca e amizade, por isso só aceitam os mais próximos mesmo. Depende da importância que dão e conceito que tem sobre amizade. Tudo muito relativo! Os valores estão se perdendo...

Em 2013, eu quero continuar nessa linha de "gastar meu tempo com quem importa". Nada de agradar para parecer legal, fazer coisas que eu nem estou afim para satisfazer o desejo de outros e querer que o mundo todo me ame. As coisas nao funcionam assim. Amigos reais e virtuais recebem a mesma atencao, desde que valham a pena. E muitos valem. Estou bem feliz com o ciclo que estou fechando. Claro que o número diminuiu, mas para quem nunca foi popular mesmo, nao há o que reclamar. :)

Hoje eu também tenho total convicção de que são poucos os meus amigos verdadeiros. Em primeiro lugar estão as pessoas da minha família e as que moram em meu coração fiz questão de incluí-las também através do convite para serem padrinhos dos meus filhos. Fora essas conto nos dedos e nem chego a encher uma mão dos amigos que estão presentes, mesmo que distantes. Não são muitas, mas o bastante para me sentir acolhida e feliz! Lógico também, que não posso deixar de citar poucas, mas as virtuais. Aquelas que se aproximaram, pois também sei que valeu e que poderá valer muito a pena daqui pra frente! 

Para encerrar o ano, brindamos, brindamos aos amigos! A uma nova etapa...




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Passeios com as crianças

Estava muito claro que a viagem para o Brasil tinha como objetivo maior reencontrar a família e os amigos mais próximos. Desde o princípio não pensávamos em grandes viagens, em inúmeros passeios. Queríamos mesmo curtir a família! Sabíamos que não seria tão simples com os três filhos, pois por serem pequenos, com idades próximas, apresentam demandas bem diferentes e, por mais que deixássemos uma rotina mais maleável haveriam necessidades e interesses diversos.

De qualquer forma, lógico que três semanas antes listamos as possibilidades de passeios. Incrível, pois logo vieram nossos interesses. Eu estava entusiasmada para levar meus filhos em lugares que gostava de ir como, por exemplo, museus e livrarias. Meu marido ficou quebrando a cabeça pensando onde poderíamos levá-los para brincar ao ar livre, como: parques, parquinhos, espaços da natureza. A grande preocupação dele era que as crianças ficariam muito dentro da casa da minha mãe, entre portões trancados, sem insetos do jardim, sem muito espaço para correr.

Tínhamos que organizar essa rotina, tivemos que nos adaptar ao espaço, as condições de vida em São Paulo. Deu tudo certo! Geralmente nós criamos uma expectativa e temos uma preocupação em garantir muitas variáveis. Mas no fundo sabemos que as crianças não exigem tanto assim, que se contentam com pouco.

Nossa avaliação geral foi que as crianças aproveitaram bastante, curtiram muito os familiares, tudo de mais simples e diferente do habitual da vida na Alemanha. Entediados de maneira alguma, só se os pais ficaram em alguns momentos...

Apesar de vivermos muito tempo no Brasil, em São Paulo, de conhecermos muitos lugares nos deparamos muitos dias com o guia da Folha de São Paulo nas mãos, com a pesquisa na Internet, conversando com amigos a fim de solicitar dicas de passeios.

Nossas questões eram: onde levar os filhos? O que era mais apropriado para a idade? O que conciliaríamos entre o interesse do Felipe e do Thomas? Como gerenciaríamos os horários e necessidades do Lucas?

Por sorte tivemos a presença constante da minha querida mãe que ajudou bastante para que realizássemos alguns passeios com os meninos, ora com os três, ora com dois, ora somente com um. Então, seguem fotos de alguns passeios que fizemos com os meninos:



Instituto Butantan: Quem mora em São Paulo e nunca foi? Meu marido e eu conversamos tanto a respeito da época que nós fomos, sobre a quantidade de cobras que vimos e o quanto seria interessante para os meninos que adoram bichos.

Nesse passeio fiquei com o Lucas enquanto eles foram com o pai. Foi divertido! Ficaram entusiasmados e chegaram em casa contando tudo para os avós.



MASP: Aproveitando que teria um almoço na Av. Paulista lá fomos nós quatro para o MASP, para o parque Trianon.

A diversão já começou a partir do momento que fomos de ônibus. Isso mesmo! Meus filhos queriam a qualquer custo andar de ônibus e metrô. A única diferença foi a quantidade de pessoas. Mas eles toparam e nem perceberam um tanto de coisas que meu marido e eu notamos durante o passeio (quantidade de pessoas, trânsito).

No MASP aproveitamos para ver a exposição 600 anos de cerâmica coreana. Conversamos com as crianças sobre como fazem os potes e pratos de cerâmica. Morri de saudades da época que fazia aula, quando fazia pratos, estátuas nem tão perfeitas, porém cheias de significados.

Adoramos ver os pratos gigantes com pinturas de rostos. Mais um olhar a arte pelos meus filhos, que dizem coisas interessantes querendo tocar nos objetos.

Já no parque Trianon foi engraçado e um pouco assustador, já que meus filhos acostumados com a rotina dos parques na Alemanha chegaram e foram logo arrancando os tênis. Muitos executivos, pessoas que estavam na hora do almoço arregalaram os olhos para as únicas duas crianças felizes da vida brincando por ali.



Livraria: Livraria na Alemanha eles sempre vão, agora no Brasil, para folhear e ver livros em português foi uma outra experiência. Felipe logo escolheu alguns e foi logo para a mesa disponível. Na verdade, acho que queria mais que meu filho me acompanhasse na livraria tão adorada e que sempre freqüentava.... Como foi bom matar as saudades!



Instituto Tomie Ohtake: Lá fomos nós para outra exposição. Dessa vez nesse prédio gigantesco que chama a atenção. Pelo menos meus filhos ficaram deslumbrados olhando para o tamanho do prédio. Sei lá o que chamou mais a atenção deles...

Na exposição do Bruno Munari foi aguçada a curiosidade e principalmente Felipe ficou perguntando um tanto de coisas sobre as obras (quais eram os materiais utilizados, o nome).



Cidade das Abelhas: localizada no Embu das Artes.

Quando morava em São Paulo já tinha ouvido falar muito, porém nunca fui conhecer. Foi preciso mudar de país, ter filhos para voltar...

Pra ser sincera esperava mais do espaço, mas foi interessante, pois os meninos brincaram bastante no pula-pula, no escorregador, enfim, no parquinho.

Além disso, teve uma pequena palestra bem informativa e bastante didática para a criançada. Thomas e Felipe aproveitaram muito.



Liberdade: Queríamos apresentar alguns pontos turísticos e marcos da cidade de São Paulo. No entanto, precisaríamos avaliar o melhor horário para irmos em cada um desses pontos.

Como comentamos bastante com Felipe e eu também não perderia a oportunidade de passear pela Liberdade, de olhar para as coisas miúdas interessantes lá fomos nós. Compramos algumas coisas e Felipe achou muito engraçado o fato de ver muitas pessoas com os olhos puxados. Por que será...



Sesc Belenzinho: Exposição do Pinóquio

Tínhamos visto na internet e fiquei bastante curiosa para levar os meninos, principalmente Felipe que conhece a história, que solicita muitas vezes a leitura.

Uma bela exposição interativa. O interessante foi o fato de atender diferentes idades, trazendo significados no qual somente o adulto compreende,  uma interação e fantasia que só uma criança é capaz de lidar tão bem.

A exposição era composta de 9 salas, no qual cada uma trazia um aspecto da obra.  Vejam as fotos acima (da esquerda para a direita), no qual deixo abaixo os títulos de cada uma para você estabelecer uma pequena e sucinta relação com a história:

1) Floresta Suspensa - o carpinteiro, 2) Memória, entendimento e vontade das Marionetes, 3) Sonho Dourado, 4) MetaAmorPhosis - o vôo do Pombo, 5) Castelo de Açúcar - Ilha das abelhas operárias, 6) Paredes Avessas - País da Folia, 7) Mar Aberto - O mar, 8) Big Fish - O Monstro Marinho, 9) Sombras de Passagem - Transformação de Pinóquio

E você tem uma dica especial para nosso próximo retorno? O que geralmente considera imperdível para fazermos com as crianças em São Paulo? Conta pra mim...
 
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Tão especial quanto o Natal

Hoje é Natal! Gostaria de escrever sobre essa data tão esperada por tantas crianças e adultos, porém se tiver oportunidade quem sabe outro dia. Continuando a série de posts sobre o Brasil considero que essa data que desejo contar tenha sido tão especial quanto o Natal para mim.

Tínhamos em mente que assim que fôssemos para o Brasil o Thomas e o Lucas seriam batizados. Muitas pessoas não acreditam no ritual do Batismo e dizem que nada mais é do que um evento, uma festa. No meu caso, não sou católica praticante, mas gosto de seguir os mesmos rituais pelos quais passei quando era criança. O Batismo é um marco, um acontecimento importante perante a igreja, pais e padrinhos. Tenho ótimas recordações, adoro minha madrinha e acredito que cria-se um vínculo muito forte, praticamente familiar.

Felipe foi batizado antes de mudarmos para a Alemanha. No entanto, era mais que um desejo batizar Thomas e Lucas no Brasil. Além disso, acredito que os padrinhos precisam ser escolhidos a dedo, com grande reflexão anterior a realização do convite, pensando que deva haver uma maior aproximação e não um distanciamento. Sem sombra de dúvida, também deve haver vínculo e nem preciso afirmar que minha relação com as pessoas do Brasil é muito mais próxima.

Continuando, independente do que cada um considera ideal, batizar ou não, resolvi que tínhamos que fazer isso. Além de escolher os segundos pais para meus filhos, concretizar esse pedido seria também uma maneira de aproximar as famílias, comemorar com todos as pessoas tão queridas e presentes na minha vida. 



Agora, pensem numa mãe de três filhos, indo para o Brasil, na correria com toda a demanda tendo que organizar um Batizado. Por mais simples que pareça tem que realizar a escolha da igreja, ver as condições colocadas pela mesma em relação ao curso, data e tudo mais.

Acho que se dependesse de chegar lá para organizar tudo teria desistido. A sorte e alegria é que temos pessoas com quem contar, amadas da família que fazem de tudo para nos agradar, ajudar. Tive a sorte e, ao mesmo tempo uma cunhada, amiga, que organizou toda a parte da igreja para mim. Pude contar com ela para tudo! Agradeço novamente toda a disposição e carinho.



O Batizado foi realizado pelo Igor, recentemente nomeado padre, no qual mostrou tanta simpatia, fazendo uso de palavras belas para esse momento.

Na hora Thomas ficou com receio da ação em si, de ficar com os padrinhos. No entanto, em meu colo, realizei o grande ritual. Apesar de passar por essa situação somente mais tarde, não mais como um bebê, ficou envergonhado. Por natureza é muito apegado a nós, então não hesitou em fazer diferente. Também não forçamos a nada nessa situação! Padre respeitou e todos compreenderam...



Foi muito bom reunir todas as madrinhas dos meus filhos. Amigas, queridas, com histórias de vida tão diferentes, tão confidentes e particulares no nosso relacionamento. Favorecer o contato entre elas foi interessante, divertido, no qual conclui que fiz a escolha certa. Tive a certeza disso ao vê-las todas juntas! 



Além da querida cunhadinha, também ganhei um belo presente, melhor, meu filho Lucas ganhou padrinhos tão maravilhosos, no qual fizeram questão de possibilitar o encontro dos familiares através de uma comemoração organizada com planejamento e muitos detalhes.

Viram só as lembrancinhas? Lindas canecas para os adultos com trufas deliciosas (ahhh... a de maracujá.... ao lembrar deu até água na boca) e uma foto com imã. Para as crianças canecas diversas (planejadas de acordo com a idade) com chocolates. Para os bem pequenos tinha uma caneca com colher e biscoitinhos. Tudo muito caprichado! Nem preciso contar como fizeram sucesso. 



Um tanto da decoração para ficar registrado nesse blog o carinho, o capricho da querida madrinha pelo afilhado, por toda nossa família.



Nem preciso dizer muito sobre essa data que possibilitou tanta comemoração, tantos encontros entre os familiares, no qual ficamos pertinho dos nossos pais, IRMÃOS, tios e amigos bem próximos.  



Por fim meus filhos ao lado dos queridos padrinhos. Uma foto para ser compartilhada, colocada no porta retrato, para ser lembrada por todos nós dessa data tão especial, evidenciando o quanto somos amigos e afirmando que independente da distância nós pais faremos o que for preciso para que os padrinhos sejam lembrados, estejam presentes no coração dos nossos filhos: Felipe, Thomas e Lucas.



 Feliz Natal!
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