Não é meu bebê! Ainda faltam três meses para nascer. Mas está passando rápido e, agora que começou o ano preciso realmente organizar um tanto de coisas em casa, no quarto dos meninos e para o bebê. De ontem pra hoje comecei a pensar, pensar e ficar preocupada. Por que será? Sabem quando aparecem mil coisas na frente para fazer, organizar e dar conta. Só quero ver!
Além de toda a demanda do dia a dia tive uma situação que suscitou inúmeros questionamentos. Foi uma pequena "simulação", um teste rápido para experimentar um tanto do que está por vir. Recebemos a visita de um casal de amigos com um bebê recém nascido (com apenas 8 semanas). Lógico que quis pegar o bebê, levinho e tranqüilo no colo. Sentir o cheirinho e experimentar o que vivenciarei daqui um tempo.
Agora, imaginaram a cena? Eu com o bebê no colo e o Felipe e Thomas por perto. Felipe aproximou-se um pouco, olhou e logo voltou a brincar. Já a reação do Thomas foi bem diferente. Também aproximou-se mas quis empurrar o bebê, sentar no meu colo. Enfim, tomar o lugar. Precisei conversar com ele, explicar que não podia empurrar e tudo mais.
Natural para uma criança de apenas 1 ano e 9 meses, ainda um bebê que requer um tanto da minha atenção, que precisa de ajuda, que ainda é pequeno. Na verdade, sabemos que eles não entendem a situação, que não são assim tão delicados. Enquanto o bebê estava deitado no sofá, Thomas aproximava-se, queria deitar perto do bebê, com um jeito que tínhamos que intervir a todo momento. Que medo!
Lembro que quando Thomas nasceu o Felipe também ficou inciumado, vivi situações difíceis de disputa de colo e atenção. Felipe ficava junto enquanto amamentava, queria sentar no meu colo ao mesmo tempo. Difícil entenderem a situação. E nós mães fazemos mil e uma para dar conta e atender da melhor maneira a demanda de cada filho.
Foi um período, deu tudo certo! Mas agora voltei a pensar nisso, como será com três filhos. Fiquei imaginando como será a minha rotina, o período de amamentação quando o bebê nascer.
Cedo para pensar nisso? Talvez! Mas vivenciar uma situação similar, tendo um bebê em meus braços, me fez pensar muito. Como será? Será que darei conta de toda a demanda? Muitas pessoas dizem que sou corajosa, para morar na Alemanha e ter três filhos, será que sou mesmo?
E você já viveu algo parecido? Tem algo para me contar? Sei que é uma fase difícil, que a mãe precisa se desdobrar para dar conta e atenção individual para cada filho. Já ouvi relatos de pessoas que amamentavam de porta fechada, de mães que deixavam os filhos por perto, que ofereciam o peito para os filhos maiores, enfim, tenho certeza que cada uma encontra um jeitinho.
Enquanto amamentei o Thomas, meu filho mais velho sempre ficou por perto. O que fazia era conversar com ele, explicar a situação, falava o que estava acontecendo, as reais necessidades do bebê. Além disso, garantia momentos especiais só com ele, por exemplo, enquanto o bebê dormia. E você, me conta sua experiência ou ao menos o que considera importante nesse período...
Sol em gotas
Há 6 meses

















