Entre bebês

Papai: "- Felipe hoje você vai ficar na escola do Thomas junto com ele. Hoje você vai poder brincar no Kinderkrippe (berçário)".

Felipe: "- Oba. Eu quero! Eu quero! Thomas hoje eu vou na escola junto com você".

Mamãe: "- Então, vamos tomar café e trocar de roupa que está quase na hora".

Felipe: "- Oba! Vamos! Vou trocar de roupa primeiro que você Thomas".

Durante o caminho para a escola: "- Mamãe eu vou cuidar dos bebês. Eles são pequenos e vou tomar cuidado com eles para não cair em cima. Vou ficar bonzinho junto com o Thomas".

Quando Felipe chegou logo foi colocando o sapato de ficar na escola (Hausschuhe) e correu para a sala. Começou a observar o espaço (já conhecido) e também os brinquedos que estavam por perto.

Após 4 horas de atividades na escola do Thomas fomos buscá-los e Felipe pulava de alegria.

Felipe: "- Olha o que eu fiz mostrando o móbile de estrelas. Depois correndo foi pegar o suporte de vela".

"- Eu brinquei com ele. Apontando um dos colegas do Thomas que deve ter no máximo 2 anos". 

"- Nós comemos Nudel (macarrão), Gurken (pepino)".

"- Foi muito bom brincar com os bebês. Eu tomei cuidado com eles. Fiquei junto com o Thomas".

Uma experiência e tanto para o Felipe. Ter a oportunidade de passar algumas horas na escola (berçário) do irmão. Sempre quando vamos buscar o Thomas ele fica de olho nos brinquedos, tanto que já pediu algumas vezes para ir nessa escola e não no Kindergarten (Jardim da Infância).

Cuidar dos bebês! Falar com a boca cheia que ficaria com os bebês foi muito bacana. Mostrou um tanto do quanto já é grande e consegue ajudar os mais novos. Tão pequeno, responsável e carinhoso. 4 horas foram o suficiente para mostrar que era o mais velho do grupo! Se achou o menino grande!

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Partos e sentimentos vividos muito diferentes

Agora que estou na metade da gravidez comecei a pensar como será o meu terceiro parto. Fiquei lembrando como tudo aconteceu na gravidez do Thomas até realmente o seu nascimento na Alemanha. E, se assim posso dizer, foi uma experiência única, marcante e inesquecível.

Apesar dos médicos na Alemanha serem duros e muitas vezes frios com o paciente, mantendo a relação totalmente profissional, com muito distanciamento, eles realmente agem corretamente e sabem da importância do parto normal para a mulher. 

Quando engravidei do Thomas logo me veio a sensação de que seria muito difícil ter um parto normal, já que o Felipe havia nascido de uma cesárea no Brasil. Fiquei com certo ressentimento e medo. Uma situação totalmente nova para mim. Por outro lado, sabia que no fundo queria viver esse momento, já que não foi possível no Brasil.

Hoje, sem dúvida, por ter vivido os dois tipos sou super a favor do parto normal. Realmente consigo enxergar as vantagens para a mulher e a relação mãe e filho. De maneira alguma quero desmerecer quem pense ao contrário, mesmo porque cada pessoa tem sua história de vida e uma gestação. 

Mas no meu caso tudo foi muito marcante e diferente. No Brasil acabei realizando uma cesárea por pouca insistência por parte do hospital e da minha médica, se bem que sabemos a postura de muitos médicos e também como as coisas acontecem no país. Lembro de cada detalhe vivido como se fosse o dia de hoje. Acordei e percebi que minha bolsa havia rompido, fui até a consulta semanal que tinha na semana e logo a bolsa rompeu de vez. Minha médica pediu para ir pra casa, pegar minhas coisas e ir para o hospital. Chegando no hospital não estava com praticamente nada de dilatação. Então, induziram as contrações e me deixaram no quarto. A orientação por parte das enfermeiras foi mínima. Comecei a sentir as dores da contração. No entanto, o nervoso era tanto que nem me dei conta que também estava com vontade de fazer xixi. Nesse meio tempo, as dores foram aumentando, foram ficando insuportáveis e a dilatação continuava mínima. Quando realmente uma enfermeira veio conversar comigo e me orientar, me ajudar a ir até o banheiro, já que estava conectada com um monte de aparelhos. Mas isso aconteceu um pouco tarde, pois nesse momento, já estava no meu limite de dor. Afinal, sem experiência alguma e após uma tarde inteira assim já estava querendo a minha médica para realizar a cesárea. 

Pouca orientação, pouco conhecimento fizeram com que solicitasse a médica e realizasse a cesárea. Foi uma cirurgia tranquila e um pouco assustadora, já que os médicos estavam ali abrindo minha barriga, depois costurando no maior bate papo, falando sobre milhões de assuntos. Eu estava ali com mil pensamentos, prestando atenção em cada movimento dos médicos e eles realizando a cirurgia. Minha maior emoção foi quando vi o meu filho. Não participei do processo e demorei para tê-lo em meus braços. Consequentemente, uma relação mais tardia de mãe e filho. Todo sentimento só veio depois quando tive Felipe nos meus braços no quarto da maternidade. Era uma emoção tremenda, mas diferente demais do dia em que realizei o parto normal no nascimento do Thomas.


Ter participado realmente de cada minuto para o nascimento do Thomas fez com houvesse um grande aprendizado, uma experiência inesquecível e uma relação construída de mãe pra filho desde a primeira respiração e força que tive que fazer. O seu nascimento realmente dependeu dos meus esforços, no qual as médicas estavam ali ajudando e auxiliando no que fosse necessário. Elas me ensinaram, me ajudaram e mostraram a beleza de um parto normal.

Além disso, dessa relação incomparável teve algo que chamou muito minha atenção. A preocupação dos médicos com o nascimento, com a relação mãe e filho. Assim que Felipe nasceu, logo já se preocuparam em levá-lo para fazer todas as medições, para limpá-lo e vestir uma roupa. O máximo foi um beijinho e a possibilidade de vê-lo de pertinho. 

Aqui na Alemanha foi muito diferente! Logo que o Thomas nasceu a primeira coisa que fizeram foi dá-lo para mim. Em meus braços, do jeitinho que nasceu, com um tanto de sangue pelo corpo, veio para o meu peito, ficou juntinho e pode sentir o calor dos pais, ter sua primeira experiência de mamar. Ficou ali por um bom tempo, enquanto as médicas estavam organizando o espaço na mesma sala para os próximos procedimentos com ele. Não saiu de perto de mim até irmos para o quarto.

Foi um sentimento difícil de explicar, muito mais fácil sentir! Um momento de abraçar o filho, de perceber desde o parto o papel e a importância de ser mãe. A “ficha” caiu imediatamente com todo o amor, carinho e relação que podia surgir. Jamais esquecerei! 

Partos e sentimentos vividos muito diferentes, porém um amor imenso por cada filho. Independente do parto, o amor de mãe é o amor de mãe. Mas confesso que nada que um pouquinho de experiência sobre o assunto nesse acontecimento todo. 

Agora, torço e espero que o parto do terceiro seja assim... Uma felicidade inigualável, uma relação imediata e um fazer em parceria.

Curiosidade: Enquanto no Brasil levamos uma mala de roupa para o bebê, na Alemanha só precisamos se preocupar com a roupa da saída da maternidade. Eles tem um tanto de roupa. Um jeito de ser muito mais simples e prático. Confesso que ficava surpresa cada dia que o Thomas vinha para o quarto. Mas jeitos diferentes de lidar com o nascimento do bebê.
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Revezamento: Parece um complô?

Fico imaginando como deve ser mãe de gêmeos. Momentos de fofurices em dobro, porém uma exigência e dedicação sem igual, já que estão com a mesma idade, estabelecendo uma relação afetiva com a mãe. Tudo praticamente ao mesmo tempo! Acho mesmo que só vivendo a situação.

Tem pessoas que dizem que é bom ter filhos com idades próximas, sem muito distanciamento, pois já cria tudo de uma vez, podem brincar juntos, a mãe ainda está no pique de trocar fralda, de ficar noites e noites sem dormir bem, as roupas e todos os apetrechos necessários do bebê ainda estão por perto, nos armários, nos depósitos. Além disso, também tem pessoas que complementam dizendo que é bom enquanto for nova. Dizem que se esperarmos muito tempo as coisas podem complicar, as ocupações e os objetivos podem ser outros.

Pode ser que tenham razão em alguns aspectos. Mas a verdade é que nada melhor que o casal para saber o melhor momento para essa decisão. Muitas vezes nem sempre as coisas acontecem conforme o planejado. Minha irmã, por exemplo, tem uma filha com 10 anos e outra com 1 ano e 7 meses. 

Toda mãe passará pelas mesmas fases, viverão um tanto praticamente igual. Já perceberam que sempre tem alguém para contar uma experiência, para dar um conselho sobre o momento que estamos vivendo. Às vezes parece que só nós estamos vivendo tal situação, não conseguimos olhar adiante. E que bom saber que há fases, que algumas são mais intensas que outras, mas que passam. Isso me anima, me faz viver intensamente, abraçando da melhor maneira todos os acontecimentos com os meus filhos. 

A verdade é que tendo filhos ainda nova de idade, de experiência, com pouca diferença de idade, com muita diferença de idade, sempre viveremos situações iguais ou pelo menos similares. Um pouco mais de trabalho para algumas, para outras nem tanto. Tudo é muito relativo!

Comecei a pensar em tudo isso, pois Felipe e Thomas decidiram fazer um revezamento. Felipe desde bebê até os 4 anos de idade sempre acordou à noite. Sempre tivemos noites tumultuadas, no qual acordava solicitando nossa presença, acordava chorando, parecendo que estava sonhando. Foram inúmeras tentativas para começar a dormir bem. Dormiu conosco um grande período, dormimos com ele, dormimos do lado dele no mesmo quarto (a ponto de arrastar o colchão todos os dias), intensificamos as conversas antes do momento de dormir, começamos a rezar, colocamos um abajur; enfim, seguimos nossa intuição e também muitas dicas interessantes.

Foi um grande período e agora faz pouco tempo que está dormindo a noite toda, que mostra-se seguro, bem e feliz. Uma fase! Talvez tenha sido um momento de transição, de insegurança, de grande apego com os pais – momento chiclete intenso, de medo, enfim; pode ter sido uma série de questões. 

Pois bem, mas falei em revezamento. É isso mesmo! Thomas que esteve doente a pouco tempo atrás, começou a acordar todas as noites. Desde que teve uma virose começou a querer constantemente a presença dos pais e, mais especificamente, a minha.

Muitas noites apenas por alguns minutos. Pego ele no colo, coloco ele sentado ou deitado juntinho comigo e pronto volta a dormir. Ele que sempre dormiu bem desde os primeiros meses.

Acontecimentos que propiciam mudanças. Crescimento... Gravidez... Fases... Agora só quero ver quando o bebê nascer.  Um, dois ou três de madrugada? Como será?

Será que estavam combinando? Um complô!
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Sorteio: Mega Kit de Artes

Não só porque é o mês do Natal, mas faz tempo que estou com uma vontade imensa de fazer um sorteio. Então, chegou a hora. Fiquei pensando em um milhão de possibilidades para o sorteio. Achei que essa foi uma boa escolha, já que é sempre bem vindo materiais novos de Artes para as crianças. Seja para se divertir durante as férias ou mesmo na volta às aulas, pois se a sorteada morar no Brasil, a mesma terá que ter paciência pois pode demorar de 3 a 4 semanas... Demora um pouco, mas chega!

Pensei nesses materiais, pois Felipe tem alguns e gosta muito! Quanto a ser Faber Castell, Stabilo ou Eberharder Faber foi mera coincidência por conhecer os materiais. Não há nenhum patrocínio. Sei que podem encontrar esse material por todo os lugares, mas presente é presente. Não é mesmo?

Não deixem de participar. Você pode ganhar esse material para uso próprio, para presentear alguém, para dar para seu filho, para fazer uma doação enfim, são inúmeras possibilidades. Fiquem tranqüilas, pois mandarei para o lugar que for.... Boa Sorte!

Para participar do sorteio você precisa:

1) Ser seguidor do Nova Vida, Vida Nova

2) Deixar um comentário nesse post dizendo EU QUERO GANHAR O MEGA KIT DE ARTES

3) Deixar seu e-mail.

Pronto! Agora, você está participando. O sorteio acontecerá na próxima quarta-feira dia 14/12/11, via random.org





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Alemanha - Regensburg - Weihnachtsmarkt

Dezembro é o mês da correria e dos inúmeros compromissos. Natal é nesse mês e posso dizer que apesar das diversas festas de encerramento, da lista enorme de tarefas (nem tanta assim, já que desde que mudamos pra cá diminuiu um tanto considerável) adoro o clima natalino. Essa foi uma data que sempre gostei e que aproveitei o máximo desde criança. Tenho ótimas recordações!

Talvez seja por isso que adoro o Natal. Agora então mais ainda já que aqui na Alemanha o clima natalino é muito diferente do Brasil. A ênfase maior dada no Brasil é a questão comercial e o encantamento se encontra apenas nas lojas e shoppings com o bom velhinho vestido de Papai Noel. As crianças adoram, mas pra você entrar no clima natalino é necessário visitar algumas ruas famosas, nas quais tem enfeites maravilhosos, passear no Parque Ibirapuera ou mesmo na Avenida Paulista. 

Não quero desmerecer o lugar que vivi por muito tempo. O país que morro de saudades. Mas quero dizer que aqui na Alemanha tudo é muito diferente. O clima natalino está em todo lugar.

Assim como nas outras estações do ano, as pessoas se preocupam e gostam de enfeitar a casa, janelas nesse mês. Um capricho e delicadeza sem igual. As ruas também são enfeitadas e tem uma Feira de Natal muito especial, sendo impossível não fazer parte desse momento. Uma delícia passear pelas Feiras de Natal que podem acontecer nas ruas ou em alguns castelos. Feiras de Natal são muito conhecidas nos estados da Alemanha e são chamadas de Weihnachtsmarkt.

Lembro que a primeira vez que viemos para cá foi nessa época. Viemos com a intenção de resolvermos se mudaríamos e para ver todas as condições. Fiquei encantada com o clima natalino e com a beleza da cidade.

A Feira de Natal começa no final de novembro e segue até a véspera de Natal. Nessa feirinha além dos famosos pães com Wurst (salsicha alemã), também é famosa pelo vinho Glühwein e os maravilhosos enfeites e decorações natalinas. Um mais lindo que o outro! Adoro!

Para as crianças a maior diversão é toda a iluminação, os enfeites e também a possibilidade de brincar um pouco nos famosos carrosséis. 

Vale a pena o passeio. Então, planeje uma viagem nessa época e vem pra cá passar frio, tomar um bom vinho quente!









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