Sonho


Um certo dia minha professora de alemão disse que quando passamos a sonhar com o lugar, com as pessoas que estão ao nosso redor é porque já estamos de corpo e alma vivendo, aceitando a mudança que tivemos em relação ao local onde moramos.

Ainda não sei se estou lá ou cá, o que sei é que ultimamente sonho que:

- Meus filhos estão me chamando
- Brigando
- Chorando
- Sorrindo
- Disputando um brinquedo
- Pedindo para assistirem filme
- Querendo nutella no café da manhã
- Correndo
- Gritando
- Que tenho que trocar uma fralda, depois outra
- Mamando
- Mamando
- Que tenho que trocar uma fralda, depois outra
- Gritando
- Correndo
- Querendo nutella no café da manhã
- Pedindo para assistirem filme
- Disputando um brinquedo
- Sorrindo
- Chorando
- Brigando
- Meus FILHOS ESTÃO ME CHAMANDO...

Realidade ou sonho?

Dia e Noite! Faz parte do ato de maternar! Aqui ou lá, mãe sempre vive pensando nos filhos, sonhando...

Ou se assim posso dizer tudo isso pode ser conseqüência de ser mãe de três. Vida louca, corrida demais!!!! A impressão que tenho é justamente essa... que acordo, durmo e estou pensando, sonhando com os filhos! Descansar pra que?

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Roither See

Quem disse que na Alemanha não faz calor? Quem disse que os dias são todos cinzentos? Quem pensa assim está muito enganado! A diferença é que há uma quantidade menor de dias plenos de verão, no qual a temperatura pode chegar a 32 graus. 

Tem quatro dias que a temperatura está alta e literalmente estamos derretendo e passando mal. Já imaginaram uma mãe, uma mãe que amamenta teoricamente já sente mais calor, os hormônios já estão a flor da pele. Agora, imaginaram uma mãe amamentando nesse calor? Pois é, a vontade que tenho é de tomar banho após cada mamada. 

Mas quem tem sofrido mais é meu pequeno Lucas. Durante o dia tem chorado bastante, mesmo ficando somente de fralda. Anda com dor de barriga, está mamando, voltando leite. Um pouco de refluxo, se assim posso dizer... 

Agora, novamente imaginaram uma mãe amamentando, nesse calor, tomando banho de leite. Prazer, essa sou eu. Diz se não dá vontade de tomar banho no chuveiro, na poça, no rio, no lago, na piscina, seja onde for.

A sorte é que dá sim para se refrescar. Meus filhos estão aproveitando muito esse verão indo para o rio, piscina ou lago. Nessa época que damos conta das inúmeras possibilidades para se refrescar. Delícia demais!

Apesar de optarmos por não viajarmos nessas férias, por conta do pequeno Lucas, de toda a demanda no momento, decidimos que faríamos passeios interessantes com os filhos. Então, a rotina anda intensa de parques e lugares para tomar banho, tomar sol. Pois sabemos que para eles não precisamos fazer muito, basta um espaço para brincarem.

Um dos passeios preferidos do Felipe e do Thomas foi acordar, tomar somente leite e ir para o lago Roither fazer um piquenique de café da manhã e, em seguida, curtir o que o mesmo oferece para nós.

Todos nós curtimos esse momento família. Muito bom! Não tem algo melhor do que aproveitar o que a natureza oferece para nós. Aqui as estações, a estrutura nos convida para viver, para fazer o que há de melhor, mais simples e gostoso.

Tudo passa a ser aproveitado e da maneira mais natural possível. E, agora que vem a parte divertida ou talvez comum da história. Estávamos nós no lago, acabamos nosso café da manhã e ajeitamos nossas coisas na sombra.

Logo, os meninos tiraram as bermudas, ficaram somente de shorts de banho. Lógico que como bom brasileiro fomos com os shorts e biquíni por baixo da roupa. Mas tamanho foi nossa surpresa quando pensamos que estávamos num lago de nudismo. Isso mesmo!

De repente, com a maior naturalidade do mundo, os alemães chegaram, começaram a se despir, tirando roupa, calcinha, cueca para colocarem as roupas de banho. Olhávamos para um lado, uma pessoa pelada, para o outro, outra também. Assim foi nossa manhã no lago.

Tudo muito natural, aproveitado da maneira mais simples, assim como nascemos... sem precisarmos de muita coisa, sem desejarmos isso ou aquilo.

A simplicidade das pessoas, de uma outra cultura.

Ao mesmo tempo que penso assim, confesso que achei um tanto estranho. Tudo igual, tudo junto, adulto, homem, mulher e criança. Sem vergonha alguma, sem preocupação... Na minha opinião, não é nada tão trabalhoso, difícil já ir com a roupa de banho por baixo. Mas sabe-se lá o que pensam...

Enquanto isso, curtimos o verão da nossa maneira, do nosso jeitinho. Talvez não estamos acostumados! Mas que foi divertida nossa manhã, ahhhhh se foi....







Informações sobre o lago:
Localizado na Baviera, distrito de Regensburg
Área: 0,13 km2
Comprimento da margem: 1.800 m
Horário de funcionamento: 06:00 às 22:00
Estacionamento: 450 lugares
Quiosque / restaurante: 1 Restaurante (norte) / 1 Quiosque / 1 Vestuário
3 WC
1 WC móvel
Chuveiros: não
Playground: não
Esportes: Voleibol de Praia / Remo
Grelhar / tendas: grelhar é possível
Proibido acampar
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Brincando com Lego®

Impressionante como de um dia para o outro, a partir de uma determinada data o interesse das crianças mudam, demonstram habilidades jamais vistas anteriormente.

Felipe ganhou vários presentes de aniversário e entre eles diversos legos. Acredito que todas vocês leitoras, blogueiras, amigas conhecem o lego e suas variações (duplo, por temas). Não estou aqui para fazer propaganda, está longe de mim. Quero mesmo é falar da influência que o Lego tem na vida das crianças, das crianças alemãs e muito mais, para contar o que pensei de início, durante a montagem e depois enquanto Felipe brincava. Minha idéia é compartilhar a similaridade que enxergo entre os alemães e a montagem de um lego. Pode ser que esteja viajando, doida das idéias, mas enxergo prós e contras quando damos um brinquedo desse tipo para a criança.



Sabe-se que o Lego é dinamarquês e espalhou-se por todos os países. Hoje encontramos em todas as lojas e dificilmente uma criança não tem, já que é grande a influência através dos colegas e principalmente das propagandas. Na Alemanha, pode ser somente impressão, mas é muito grande o espaço que ocupam nas prateleiras. Lembro de ter ficado de boca aberta a primeira vez que fui numa loja de brinquedos.

Felipe sempre teve o lego duplo em casa, somente as peças e sem figuras prontas. Entusiasmado sempre brincou brinca criando inúmeras coisas, figuras do imaginário e do dia a dia.

O tempo passou, Felipe cresceu e junto com os 5 anos também ganhou legos com peças menores. O que de certa forma marcou a idade, uma grande conquista lidar com brinquedos que não conhecia, que apresentam outras possibilidades / objetivos e requerem novas habilidades. *Um agradecimento especial aos queridos padrinhos e amigos que deram de presente.

Felipe adorou! Para ele foi uma grande conquista lidar com peças pequenas, dar conta sozinho de seguir passo a passo no caderno para montar algo desejado. A graça de tudo para ele realmente é essa: montar para brincar em seguida.

Quando realiza isso fica nítida a concentração que tem para chegar ao objetivo final.  



No entanto, é realmente nesse aspecto que comparo o lego com as pessoas, com a cultura alemã. Tudo por aqui é muito técnico, passo a passo, no qual há pouca criação, incentivo a imaginação nos momentos de desenho, do fazer uma produção, por exemplo, no Jardim da Infância. Não vejo um incentivo para desenharem sem apoio, um pré modelo, não vejo que isso também aconteça nas produções de escrita na Escola.

O que me parece dessa forma ser o jeito mais fácil de ensinar.

Sendo assim, questiono esse passo a passo e faço com que haja um equilíbrio nas escolhas dos brinquedos. A criação, a imaginação nesse caso aparecem somente após a montagem do Lego, mesmo assim dentro do tema escolhido (polícia, cidade, aeroporto, espaço, estação de trem, super heróis etc.).

Segundo a vivência que tenho como educadora e mãe faz-se necessário depertar o universo imaginário das crianças através do brincar, oferecendo diferentes recursos para isso.

O Lego® é uma das possibilidades, mas há outras tão interessantes quanto...





 









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Menino moleque

Outro dia mesmo me lembrei do Felipe olhando para o irmão Thomas e falando para nós que ele era pequeno, que engatinhava, chorava muito, não sabia comer sozinho, que tínhamos que trocar a fralda toda hora, entre outras coisas. 

Então, de repente como um passe de mágica, com a rapidez que só o tempo tem Thomas cresceu e hoje com 2 anos e cinco meses deixou de ser aquele bebê para ser um menino e detalhe um menino moleque.

Dizem que é influência do irmão, que geralmente o irmão do meio e o mais novo são mais descolados, avançados em todas as atitudes. Sem dúvida, eles imitam e aprendem muito com o irmão mais velho, mas por outro lado, também tem o fato da personalidade, do jeito de ser de cada um.

Felipe mostra-se muito responsável e cuidadoso com si próprio. O que é natural de acordo com a posição que ocupa na família. Já falei bastante sobre isso aqui.

Thomas, por ser o filho do meio, pode fazer um tanto de coisas para chamar a atenção, mostrar-se bem avançado safado para a idade. O fato é que não tem medo de viver, de brincar perigosamente e quando se machuca dificilmente faz um drama e chora de montão. 

Felipe adora brincar com o irmão. Lógico que ambos apresentam seus momentos diários de brigas e disputas. Mas de modo geral, brincam bem e fazem questão um da presença do outro.

Impossível não contar sobre isso, já que estão de férias e o tempo todo há brincadeiras, passeios no parque e muita diversão. Cada dia mostram-se que são mais cúmplices para os momentos de farra e de brincadeiras no jardim.

Em muitos momentos já fico com o coração na mão. É muita farra, muita molecagem. Sempre me pergunto se meu coração agüentará tudo isso. 

O que é natural de ser mãe!

O que é natural de menino, menino moleque, criança feliz!

Com essa idade eles gostam de correr, brincar de pega-pega, subir na árvore, descer num escorregador em grande altura, pular no sofá (mesmo quando falamos que não é bacana), descer rapidamente da cadeira, brincar com o Bobycar (desse jeito que verão a seguir). 

Me digam se não é para o coração palpitar forte, para a mão suar frio com as aventuras dos filhos moleques. Um desafio, melhor, desafiam os pais. Haja limites! 

Agora, o pior é quando penso que isso está só no começo...  Criança, menino, menino moleque, adolescente, nem quero ver! Ou melhor, até lá tenho que me preparar para enfrentar isso tudo e um pouco mais.

Permito que vivam intensamente, que pisem na grama, que andem descalços, subam em árvores, corram e rolem. Ao mesmo tempo, é impossível não nos preocuparmos, não fecharmos os olhos de vez em quando...

Só peço que olhem por eles! Ohhhhhh.... pelas traquinagens que fazem.

Só peço que olhem.... orem por mim!!!



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O castelo e o barco

Fomos conhecer mais um parquinho na região que chama-se Römerspielplatz. Esse também apresenta uma construção temática com barco e uma espécie de castelo. Localizado numa área verde, no qual há muito espaço para as crianças brincarem.

É dividido em três partes:  barco, castelo e casinhas de madeira. A área onde fica o barco é destinada para as crianças pequenas e a do castelo já foi planejada para as crianças maiores (a partir de 6 anos). Se bem que Felipe aproveitou e brincou muito nos desafios propostos dentro do castelo.

Os parques onde há construções temáticas despertam o entusiasmo das crianças e fazem com que muitas vezes criem cenas simbólicas, por exemplo, convidando-as a brincarem de pirata, de piloto do barco com passageiros, entre outras.

As propostas se misturam, pois além do jogo simbólico há também inúmeros desafios motores.






Outro barco só que com molas que permitem o balanço.



Muito comum encontrarmos Wasserspielplätze (parquinhos com água). As crianças amam bombear, se molhar... Acaba sendo prático quando brincam com areia e fazem melecas.



Vejam abaixo as casinhas e também o cercado dando a impressão da construção de um castelo.


Por dentro, em toda volta do castelo há os desafios motores. Assim como podem ver...



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