Weihnachtsfeier

Festa de Natal!!! Só que nas escolas (berçário e Jardim da Infância) na Alemanha.

Fomos em duas no mesmo dia, mera coincidência não? Mas ainda bem que não foram no mesmo horário. As crianças aproveitaram muito. Encontraram amigos, brincaram juntas até esgotarem toda a energia.

Essa festa consiste no encontro das famílias. Os pais colaboram levando Plätzchen (as famosas bolachinhas natalinas da Alemanha) e a escola providencia as bebidas. Uma festa simples com total clima de Natal.

Anteriormente as professoras ensaiam algumas músicas com as crianças.

No Kinderkrippe (berçário) pelo número pequeno de crianças foi muito bom esse momento da música. Primeiro as crianças / pais ouviram uma música Natalina tocada no violão e cantada pelas professoras, depois as crianças dançaram em dupla e, por último, tocaram instrumentos acompanhando a música.

Ficamos emocionados com o pequeno Thomas. Tão adaptado e feliz no berçário. Trocando sorrisos com as professoras, brincando e sentindo-se praticamente em casa.

Participou do momento da música com grande concentração e entusiasmo. Na hora da dança sorrindo e balançando o corpo para cá e para lá. Um fofo! Quase abrindo um espacate. Nos divertimos. O mais gostoso foi terminar de dançar, olhar pra mim e dar aquele sorriso, como se diz: “- Viu só mamãe! Dancei!” Posso com um menino de apenas 1 ano e 9 meses fazendo isso?

Gosto muito do berçário, pois além da equipe ser muito atenciosa, tem inúmeras atividades voltadas realmente ao ser criança. Brincam, dançam, tocam instrumentos, pintam, jogam, passeiam ao ar livre, enfim; fazem inúmeras atividades importantes para o desenvolvimento que acabam se perdendo um tanto no Kindergarten (Jardim da Infância). Uma pena!

Deve ser por isso que gosto tanto, tanto do Kinderkrippe (berçário)!





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Família no Natal

Faltam poucos dias para o Natal. O ano passou rápido demais e mais uma vez volto a pensar em algumas datas tão importantes como: aniversário e Natal. Considero importantes e realmente gosto de comemorar ao lado da família e de amigos muito, mas muito queridos.

Desde sempre essas datas trazem muitas recordações e muitos sentimentos pairam no ar. Quando o aniversário está próximo, assim como muitos dizem, começamos a ficar no inferno astral, temos picos de alegrias e tristezas. Algumas coisas acontecem que não encontramos explicações e logo dizemos que é por conta da fase, do momento que está próximo de mais uma comemoração de um ano de vida.

Natal é tempo de recordar da infância, das comemorações e dos encontros em família.

São duas datas que me emociono muito e costumo chorar. No aniversário de alegria por todas as conquistas, por todos os obstáculos ultrapassados, por ficar mais velha, um sentimento que chega e se aloja dentro de mim. No Natal, pois é praticamente o fechamento de mais um ciclo, de mais um ano, momento de comemoração ao lado das pessoas mais próximas. Tempo de recordar, sorrir ao lembrar do tempo que acreditava em Papai Noel, dos amigos secretos divertidos, da família. Família nessas datas e até em alguns almoços de domingo fazem uma falta tremenda para mim.

A gente casa, tem filhos e constrói a nossa própria família. Uma rotina e talvez muitos costumes diferentes, mas é impossível esquecer das pessoas do convívio de anos, de todas as datas especiais.

Quantos encontros em família que tive cheguei a pensar que tudo podia ser diferente. Que muitas vezes a alegria não estava totalmente no ar, que as pessoas apenas estavam juntas para festejar, como de praxe, mais uma data do calendário. Mas distante, penso que só o fato de estar pertinho era tão bom. 

Desde que mudei para cá tinha a ideia de que seria muito fácil visitar a família e os amigos toda hora. Que seria muito simples e, assim como num passe de mágica, pegar o avião e chegar no outro país. Mas o percurso da vida faz com que nem tudo seja como um dia imaginamos e sonhamos. Passar o Natal com a família não tinha conversa, não tinha outra alternativa. Hoje compreeendo e argumento que a situação é diferente, que as escolhas permeiam nosso dia a dia.

Entendo e desde o ano passado aproveitei o meu Natal com minha pequena família. Foi uma delícia, ainda mais por saber que seria possível fazer um tanto para preencher aquele vazio. Realmente foi uma alegria! Decorei minha casa, aproveitei para realmente curtir as decorações de Natal da cidade, as Feiras de Natal e não teve aquela correria para comprar esse presente, aquele, ficar ticando a lista e tudo mais. As lágrimas silenciosas permaneceram junto com as saudades. Algo que sei que fará parte de um tantinho da minha vida, do meu jeito de ser. Mas realmente não dá para ter tudo! 

O tempo é o melhor amigo para superarmos alguns sentimentos e perdas. Posso dizer que a cada ano estou melhor e mais forte. Mas não deixo de me derreter quando um parente me diz: “- Poxa mais um ano você não virá para cá!”, “- E seu pai, sua avó?” (já que não vejo ao vivo e a cores desde que mudei) ou quando um amiga querida te manda vários e-mails perguntando: “- Quando você chega no Brasil? Estou ansiosa para recebê-la! Quero tanto brincar com seus filhos!”

Os sentimentos tomam conta! Mas no mesmo instante penso que logo será possível rever as pessoas que tanto amo e que hoje estão longe. 

Com isso fica a dica para aproveitarem o máximo o Natal em família. Comemorem, dêem boas risadas, troquem conhecimentos, dividam momentos e jamais deixem de explicitar o quanto é bom ficar junto das pessoas próximas, que te conhecem há um bom tempo, que contribuem e muito para o seu jeito de ser. 

Esse ano, também farei isso! Só que será de uma maneira diferente, já que não iremos para o Brasil. Comemoraremos sim! Faremos uma noite de Natal especial... com muitas risadas! Será uma maneira de me sentir próxima do meu país de origem e de fortalecer mais os vínculos da minha família. Da minha família que está crescendo...

Só não vale comentar das minhas bochechas... Um desconto pra gravidez!? rs
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Sorteio: Quem ganhou foi...



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Blog Mãe de Guri: SUPERMÃE


Hoje estou no Mãe de Guri participando do Especial SUPERMÃE.
E você se acha uma SUPERMÃE? O que te faz ser uma super mãe, super heroína e com muitos poderes?
Pois tenho certeza que somos, somos sim uma SUPERMÃE.
Então, aproveita para conhecer o blog da Angi e também ler o meu post sobre os super poderes de uma mãe.

http://maedeguri.blogspot.com/2011/12/supermaes-parte-vii.html

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Vizinhos abelhudos e bisbilhoteiros


Sempre morei em uma cidade grande (em média 11.244.369 habitantes) e, de repente, mudei para uma cidade na Alemanha próxima a Regensburg que tem apenas 7423 habitantes.

O que não fazia ideia era a respeito dos aspectos positivos e negativos de morar numa cidade pequena. Vocês imaginam?

Logo que mudamos para cá um dia conversando com um dos vizinhos o mesmo fez a maior propaganda sobre morar na Alemanha, de morar principalmente numa cidade pequena. Falou tanto, tanto, pelos cotovelos, do quanto é bom que as pessoas se conheçam, que as pessoas são mais solidárias, que ajudam, que qualquer coisa que você precise você pode contar com elas. Enfim, tentou me convencer o quanto era bom! Fiquei com a pulga atrás da orelha, já que vindo de uma cidade grande sempre gostei e prezo a minha privacidade. Não gosto o tempo todo de contar sobre minha vida, sobre meus planos e das pessoas ficarem comentando sobre os acontecimentos da minha família.

Mas morando aqui tenho que arcar com isso! E vocês, podem se divertir!

Na verdade, após 2 anos, entendo porque as pessoas agem dessa maneira, melhor, são bisbilhoteiras e abelhudas. Você mora num país muito tranqüilo, no qual as preocupações econômicas, políticas e sociais são mínimas. No qual os acontecimentos da cidade, que dão ibope para tanto assunto são praticamente nulos, o que resta, qual é o assunto que sobra? Falar sobre os vizinhos e, mais especificamente, sobre a vida deles. 

Cada dia tenho uma surpresa! Cada dia fico sabendo também sobre uma novidade do vizinho. Pois não basta perguntar, ficar sabendo, tem que divulgar para o outro, depois para o outro, pelo menos, até boa parte dos vizinhos da rua saberem.

Alguns tipos:

*Vizinho super curioso: Encontra você na rua e tem apenas um tempinho para conversar com você. O que ele faz? Rapidamente começa a perguntar sobre a sua vida, quer saber de todos os detalhes: Como está o curso de alemão? Vocês vão passar o Natal no Brasil? Ah, seu marido viajou! Para onde ele foi? Vocês tem planos de voltar a morar no Brasil? Você está feliz? Já sabe o sexo do bebê? Vocês vão mudar de casa tendo o terceiro filho?

*Vizinho discreto: Tem dias que é simpático demais e outros nem tanto. Encontra você na rua, rapidamente olha para sua barriga, depois fala Oi e pergunta se está tudo bem. Muito sorridente, esperando que você continue a conversa, conte algo que esteja esperando ou melhor, que já sabe!

*Vizinho que confirma a informação com outro vizinho: Um certo dia esse vizinho pergunta para o outro: É verdade que a Celi está grávida de novo?, fiquei sabendo através da fulana. 

*Vizinho binóculo: Aquele que fica em silêncio, que praticamente não conversa com ninguém, mas que fica na janela, que fica passeando na rua, que quase pega o binóculo para espiar você e sua família na garagem ou dentro de casa (já que a janela está aberta e as cortinas também).

Atualmente esses são os tipos de vizinhos que tenho morando numa cidade pequena. Com certeza, numa cidade grande também tem, mas tudo parece mais discreto. Aqui não! Compartilham tudo que sabem com um, depois com outro e, assim por diante! Esses vizinhos, alemães, na minha opinião, são muito controladores, querem saber de tudo, para opinar sobre o jeito de ser do outro. 

O jeito é me acostumar e, assim como meu marido diz, pensar que não fazem tendo más intenções, apenas pois não tem outro assunto, gostam de comentar...

E vocês, o que pensam? Vocês também tem vizinhos abelhudos, bisbilhoteiros?
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